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Mensagem  Tupã em Seg Out 06, 2014 5:19 pm

Olá, companheiros! Acredito que alguns já me conhecem um pouco, através dos meus relatos.
Hoje, novamente, recaí no padrão PMO (para os que ainda não sabem, Pornografia, Masturbação e Orgasmo). Até então, relutei muito em admitir que precisaria de bloqueadores, muito embora há pouco tempo tenha postado que "precisávamos admitir que somos viciados". O fato é que a consciência de que sou viciado não foi suficiente para impedir o meu retorno ao PMO.

Desde que cheguei ao fórum, e na medida em que as recaídas aconteciam, fui paulatinamente implementando as ferramentas sugeridas por aqueles de nós que conseguiram se manter abstêmios. Desta última vez, eu instalei o bloqueador no notebook mas não coloquei senha, ao argumento de que precisaria de um tempo para incluir as exceções (o fórum, por exemplo, seria automaticamente bloqueado, uma vez que tem a palavra "pornografia" eu seu conteúdo). Quanto ao celular, não instalei qualquer tipo de bloqueio.

No próprio celular, comecei a frequentar sites de prostituição. A justificativa era boa: o reboot envolve a reaproximação de pessoas normais, e, como tenho receio de broxar, melhor sair com uma garota de programa, já que se não conseguir uma ereção satisfatória não precisarei sofrer nenhum "dano social" (a garota espalhar que broxei ou algo do gênero). Contudo, as fantasias com transex ainda estavam recentíssimas, de forma que, gradualmente, passei a entrar em sites de prostituição de travestis. Nesse momento, senti a aproximação do pior, porém não parei com os acessos.

Vendo sites como esses há uns 3 ou 4 dias, a gota d'água foi um vídeo que um amigo me mandou, de um cachorro comendo uma mulher. Ali, pirei de vez e recaí. Varei a madrugada de ontem para hoje, buscando as velhas e bizarras categorias de pornografia; acordei e, sem sequer me alimentar ou escovar os dentes, liguei o computador e voltei pro PMO. Sabedor da necessidade de parar com a PMO, precisava "aproveitar" o dia da recaída - típico pensamento insano de um viciado.

Após esse episódio, pensei em desistir do reboot. "Acho que é uma mudança para a qual não tenho forças; acho que essa será mesmo a minha vida". Ao notar o que estava dizendo, me rendi, aceitei que havia perdido o controle sobre mim mesmo e que precisava me empenhar na recuperação/reboot caso quisesse ter uma vida sadia. Não dá mais pra mim...

Não imaginei, nem nos piores sonhos, que parar com PMO seria mais difícil do que parar de fumar (há dois anos não fumo).

Reconhecendo a minha situação crítica - e ainda resistindo à força que me diz que, até a meia noite, posso ir ao PMO sem que isso signifique recaída, visto que o dia de hoje já estaria perdido (típico pensamento insano de um viciado) -, decidi que me dedicaria inteiramente ao reboot. Como? Vejamos o que fiz hoje.

Primeiro passo: instalei um bloqueador de verdade no celular (McAfee Family Protection); pelo que pesquisei, parece ser um dos melhores. Elenquei as exceções (o presente fórum, o yourbrainonporn e o nofap); criei uma senha totalmente aleatória, com 15 dígitos, a imprimi, dobrei o papel impresso grampeando-o de ponta a ponta; entreguei a senha à minha avó, e expliquei que se precisasse da senha seria necessário que ela acompanhasse o que eu faria no notebook (pensei que assim dificultaria ao máximo o meu acesso, pois teria que inventar uma super desculpa à minha avó para pegar a senha, me trancar no quarto, etc).

Segundo passo: escrever diariamente o que tenho feito e como tenho me sentido, reforçando meu propósito de me manter "limpo" da PMO só por hoje.

Relatarei as demais ações na medida em que forem acontecendo. Vou seguir a cartilha do Magrão, na qual explica "como chegar aos 30 dias".

Por fim, se faz necessário explicitar algo que aprendi na Irmandade de 12 passos que frequento. O vício é MAIOR do que eu. Entretanto, há uma força MAIOR que o vício, que chamamos de Poder Superior (não necessariamente Deus ou qualquer entidade religiosa). Trata-se da mera admissão da possibilidade de existir uma força maior do que eu que me permite realizar coisas que estão para além das minhas capacidades. Pedir a um Poder Superior (cuja escolha é direito irrestrito de cada um) que me ajude a terminar o dia de hoje sem PMO, a aguentar só por hoje.

Mais uma vez, agradeço a todos os companheiros de jornada pela experiências que vêm solidariamente dividindo com todos nós.

Forte abraço!
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Mensagem  new em Seg Out 06, 2014 5:55 pm

Tupã, recentemente tive uma recaída, como você pode acompanhar via MP. O que posso dizer neste momento para te ajudar é o seguinte: cada recaída te deixa mais forte, desde que você não se renda. Desde que você não deixe o efeito caçador tomar conta de você e que você aprenda com o deslize, coisa que você deixou claro no tópico, com sua atitude de instalar bloqueadores. Hoje mesmo vou estudar uma forma de instalá-los. No meu caso vou ter que pensar bastante porque meus irmãos se utilizam do notebook, e ele tem a senha wi-fi do vizinho memorizada, o que dificulta mais ainda pois o essencial seria bloquear a rede também.

Além disso, veja alguma forma de preencher o tempo ocioso com alguma atividade engrandecedora ou que te deixe cansado de alguma maneira (exercícios, academia, esportes).

Vamos que vamos!
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Mensagem  Tupã em Ter Out 07, 2014 10:43 pm

Rio, 07/10/2014.

Conforme o prometido, escrevo sobre como foi meu dia. Confesso que estou absolutamente sem qualquer vontade de escrever o que seja, mas sei que é importante para o reboot.

Acordei bem deprimido. Sabe quando não se quer levantar da cama, quando ficamos nela até não restar um resquício de sono? Pois é, hoje foi um dia desses. Não sei se há correlação com o fato de ter passado a madrugada de domingo e a manhã e tarde de segunda no PMO.

Hoje fiz um esforço em encontrar bloqueadores eficientes, tanto para o notebook quanto para o celular. Para o note, utilizei o controle parental integrado no Kaspersky P.U.R.E.; para o celular, instalei o Norton Family, pois o McAfee Family Protection não funcionou direito no meu celular. O bom do Norton é que ele avisa quais são as brechas existentes. Por exemplo: o Norton Family me avisou que havia um navegador instalado (Firefox) que não era atingido por ele. À vista disso, busquei um bloqueador de aplicativos para impedir o acesso ao Firefox, já que a mera desinstalação permitiria a reinstalação posterior quando da síndrome de abstinência.

Por enquanto ainda deixei a senha acessível, porque preciso de alguns dias para estabelecer as exceções. Dou-me, no máximo, uma semana para concluir essa tarefa, pois sei que durante a segunda semana a síndrome de abstinência começa a dar as caras. Infelizmente, esse período de abertura é necessário para que eu não inutilize os aparelhos para as coisas que preciso.

Foi um dia arrastado. Praticamente, não fiz nada do que me propus a fazer, como estudar ou malhar. Contudo, hoje foi um dia bem sucedido simplesmente pelo fato de eu estar limpo (tanto de alteradores do ânimo quanto do PMO. Um dia é uma vitória, pois sei que em um dia posso jogar todo o período de abstinência no lixo. Estabeleço que a meta é diária, é "só por hoje". E hoje eu me mantive firme.

Para isso, comecei o dia orando ao meu Poder Superior, que chamo de Deus, embora não guarde relação com qualquer entidade religiosa; é o Deus da maneira que eu compreendo; é o que me dá força para realizar as coisas para as quais me vejo frágil, incapaz. Quando a minha coragem, serenidade e sabedoria acabam, posso recorrer a ele e superar mais um dia.
Acredito que a fé numa Força Superior é absolutamente fundamental para a recuperação - e aqui falo por mim.

Portanto, agradeço a Deus e a vocês por me fornecerem a possibilidade de um dia sem PMO. Embora tenha parado às 16 horas de ontem, eu prefiro contar os dias inteiros. Então, ao passar da meia noite de hoje, completo 1 dia sem PMO.

new, quanto a preencher o dia, concordo contigo. Já tenho a rotina planejada, agora preciso colocá-la em prática (o que, no meu caso, também é complicado - e não impossível -, pois sofro de TDAH. Mesmo com medicação é uma luta organizar-me).

Forte abraço!

"Comemore qualquer progresso. Não espere a perfeição chegar." - Ann McGee Cooper.
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Mensagem  flavio em Qua Out 08, 2014 9:15 am

Amigo Tupã, seja otimista. Sabe o que eu acho que todos aqui do fórum temos em comum? A vontade de mudar, de vencer a PMO, e isso sem otimista ufanista, é sem dúvida o primeiro passo. Não acredito que um comportamento possa ser mudado repentinamente, mas primeiro pela conscientização do erro, em seguida pelas incessantes tentativas de mudar. E, como está no livro Como Parar de Pornografia, temos que observar que os períodos de abstinência de PMO vão gradativamente aumentando. Você, Nós estamos no caminho certo!
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Mensagem  new em Qua Out 08, 2014 11:12 am

Tupã, excelente. Li numa revista que o tempo necessário para INTRODUZIR uma atividade no dia a dia é de 21 dias contados, portanto nesses 21 dias é necessário que se tenha força de vontade e persistência para cumprir sua nova agenda, mas depois vai ficando cada vez mais fácil, automático até. 21 dias não é tanto assim... hoje eu acordei tarde e acabei não indo para academia também, é um saco quando acontece, mas estou me vigiando para que não aconteça mais.

Sobre TDHA, já leu sobre meditação? TDHA é a dificuldade de nos mantermos focados num só ponto. Vou escrever o que escrevi em um outro fórum:

É fácil: sentar numa posição confortável e não pensar em nada. Parece que estou sacaneando, mas não, rs. De fato, não é possível "não pensar em nada", e você não deve evitar os pensamentos que te ocorram, mas sim evitar se apegar a eles e acabar "mergulhando" em um pensamento específico. Tente respirar bem fundo (3 seg aproximadamente) e soltar lentamente. Faça isso por 10 ou 15 minutos e foque na respiração. Pensou em algo que te surgiu à mente? Ignore e volte a focar na respiração. O conceito da respiração é o mesmo que o do mantra. Li um estudo que não importa como o mantra é entoado, e sim que ele seja entoado pois o efeito é o mesmo.

Fora o bem-estar proporcionando pela meditação, ele aumenta nossa capacidade de concentração. Inclusive a prática é recomendada por especialistas para quem possui síndrome de déficit de atenção. Nosso cérebro possui como herança ancestral o péssimo hábito de prestar atenção em tudo ao mesmo tempo (ancestrais caçadores etc) e por isso tem dificuldade de se manter focado. Por isso recomendo meditação para quem está no reboot, pois nos ajuda imensamente a ignorar gatilhos.

Se não perceber as mudanças no começo, persista. Inicialmente é chato, confesso, mas nosso cérebro demora 21 dias para inserir uma atividade na rotina, então tente forçar por pelo menos um mês aproximadamente, você não vai se arrepender.
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Mensagem  flavio em Sex Out 10, 2014 8:20 am

Amigos, gostei dessa sugestão de meditação, vou tentar e depois eu conto os efeitos!
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 3 DIAS LIMPO DE PMO!!!!

Mensagem  Tupã em Sex Out 10, 2014 11:51 am

Inicialmente, gostaria de agradecer a força e o apoio dos companheiros! É bom saber que não estou sozinho na caminhada.

Como havia relatado, instalei os bloqueadores no note e no celular. Até então, estava com a senha gravada no gerador de senhas. Não foi proposital; depois de ter entregue as senhas à minha avó, percebi que elas estavam salvas no histórico do gerador de senhas. Porém, isso foi providencial, pois precisava destas por algum tempo para preparar a lista de exceções dos bloqueadores. Como estavam sob o poder da minha avó, ficaria chato ter de pedir as senhas logo após ter de entregá-las a ela. Portanto, quem for colocar os bloqueadores, pensem nisso: se faz necessário um tempo para incluir os "falsos-positivos" na lista de exceções.

Eu havia dito que me livraria de vez das senhas no prazo de uma semana. Porém, notei que o desejo estava aumentando e que poderia não suportar e recair novamente. Sendo assim, optei por apagar o histórico do gerador de senha ontem mesmo. Eu já vivenciei as artimanhas e justificativas que o vício se utiliza para, lentamente e pelas beiradas, me fazer retornar ao PMO.

Tenho sofrido com aqueles flashes de lembranças de filmes que vi. É extremamente desagradável. Outro problema tem sido ficar como um tarado olhando as partes íntimas das mulheres na rua. Companheiros, sem exagero: primeiro olho a buceta, para ver se a roupa permite ver o formato dela (formato esse que, inclusive, foi uma das categorias de imagens que procurava na internet), e depois olho para o "resto" da mulher. Percebo a minha dificuldade evitar fazer isso. Na verdade, tal comportamento só me atrapalha, uma vez que fico na seara da fantasia, alimentando o vício (relembrando as lições do nosso querido Magrão, "o vício em pornografia é um vício em fantasias"). No aspecto em questão, ao passar uma mulher pela rua, especialmente vindo na minha direção, sinto como se precisasse olhar para as partes íntimas dela, como se não pudesse perder a oportunidade de ter aquela imagem nos meus arquivos mentais, como se fosse uma visão hiper importante e que eu só tivesse uma chance de tê-la. Por isso, o impulso é MUITO forte... As vezes olho e me forço a virar o rosto, mas já sentindo aquele "buraco no estômago" decorrente do desejo extremo. Ahahaha... é muito louco. É rir pra não chorar.

Faço minhas orações e leituras matinais - pedindo orientação ao meu Poder Superior e força pra cumprir com minhas tarefas - e oração à noite, agradecendo por mais um dia limpo (de substâncias alteradoras do ânimo, da pornografia e do cigarro). new, gostei bastante da sugestão da meditação! Ontem, fiz 5 minutos dela. Vou começar a fazer assim, 5 minutos por dia, depois aumentar pra 10, e assim por diante. Será que é válido realizar pequenas meditações no decorrer do dia, no lugar de uma única de longa duração?

Finalmente, meu sentimento hoje é de esperança de dias melhores e mais plenos, fé de que conseguirei concluir o reboot e frustração, em virtude da minha dificuldade em acordar no horário. Eu me formei no final do ano passado e, no momento, só estudo. Venho experimentando dificuldades em estabelecer e seguir uma rotina sem que haja a obrigação do trabalho. Mas, sempre ouço nas reuniões que frequento, "INSISTA, PERSISTA E NÃO DESISTA"!

Forte abraço!

"Já se sentiu tentado a fazer alguma coisa, mesmo quando sabia que os resultados seriam desastrosos? Já pensou sobre quanto doeria fazer o que estava tentado a fazer, seguir em frente e fazê-lo assim mesmo?
Dizem que existem consequências para cada ação. Antes de ficarmos limpos, muitos de nós simplesmente não acreditavam nisso. Mas hoje sabemos exatamente o que isso significa. Quando agimos, sabemos que haverá consequências a pagar. Não podemos mais decidir fazer algo na ignorância, quando sabemos muito bem que não gostaremos do preço que teremos de pagar.
Existe um prêmio e um preço. Se estamos dispostos a pagar o preço, não há nada de errado em agir, apesar das consequências, mas sempre existe um preço a pagar.

Só por hoje: Antes de agir, eu pensarei sobre as consequências de minhas ações." - Só por hoje - Meditações diárias para adictos em recuperação (dia 10/10).
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Mensagem  Gabriel em Sex Out 10, 2014 8:19 pm

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Última edição por Gabriel em Dom Maio 24, 2015 4:26 pm, editado 1 vez(es)
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 9 DIAS LIMPO DE PMO!

Mensagem  Tupã em Qui Out 16, 2014 1:14 pm

Olá, companheiros de jornada. Espero que estejam bem e firmes no propósito de, só por hoje, manterem-se abstêmios de PMO.

Há alguns dias não entro no fórum. A preguiça, a apatia e a procrastinação tem se revelado as inimigas mais aparentes no momento. Justifico que não tenho tempo para escrever; que escreverei à noite e, quando a noite chega, concluo ser melhor escrever ao acordar.

Como já expus, sofro de TDAH. Assim sendo, o estabelecimento de uma rotina é um desafio. Sem que tenha qualquer compromisso externo, como trabalho ou curso presencial, toda a "obrigação" que tenho provém dos compromissos que firmo comigo mesmo. Então, se eu não estudar (em casa), malhar ou sair com os meus cachorros, o único a sofrer as consequências sou eu mesmo. Bom por um lado e péssimo por outro. A ausência de alguém a quem prestar contas parece dificultar a execução regular das minhas tarefas.

Com efeito, a única coisa que mantenho disciplina britânica é a ida às reuniões da Irmandade de 12 Passos da qual sou membro. Nela vou diariamente. Sei da importância que tem estes mais de 2 anos e meio de recuperação, bem como quanto foi difícil, doloroso e recompensador chegar até aqui. Portanto, tenho algo em mente: se me faltam forças, reúno as que tenho para ir a uma reunião. Sinto que preciso fazer o mesmo, no tocante ao vício em PMO.

Percebi que vim enfraquecendo minha convicção ao longo dos dias afastado do fórum e sem qualquer contato com o ebook ou vídeos sobre o assunto. Notei minha aproximação da pornografia. Aos poucos, comecei a procurar casas de massagem, a princípio, as normais mesmo, ou seja, aquelas nas quais se faz massagem propriamente dita e não prostituição. Ocorre que algumas dessas casas são fachada, e as supostas massagistas são, na verdade, garotas de programa (daí o monstro do PMO, que estava quase dormindo, bocejou e abriu os olhos). Lentamente - como sói acontecer comigo -, passei a buscar sites de prostituição (o mostro do PMO já se sentou). Assim, se instalou a compulsão (uma vez começado algo, é dificílimo parar; ações impulsivamente repetitivas) por sites do gênero. Era de se esperar que encontraria algum site desses que passaria pelos bloqueadores. Fiquei um tempo neles, pensando se deveria ou não sair com alguma, se prejudicaria o PMO (uma vez que, certamente, usaria medicação contra impotência), etc.

Apesar da confusão mental que se instalou (sem saber o que fazer com aquele desejo obsessivo), concluí que ir à clínicas de massoterapia (as de verdade) poderia me ajudar a restabelecer o prazer do toque, a desenvolver a autopercepção sensorial e não fantasiosa; e que me daria uma massagem de presente de 30 dias sem PMO (seguindo as orientações do post do Magrão, pelo qual devo instituir pequenas metas para me manter motivado).

Além do enfraquecimento auto imposto por meio da visita a sites de prostituição, pra "melhorar", fiquei de conversa fiada com uma amiga, falando sacanagem pelo whatsup, havendo, inclusive, envio de fotos sensuais. Tento ter em mente as palavras do Magrão: "o vício em pornografia é um vício em fantasia". Sei que não é indicada conversa desse tipo por meio virtual - diferentemente de conversar sacanagens ao vivo, imagino eu -; penso que seja meu cérebro implorando por dopamina. Com o bate-papo erótico/pornográfico, meu pau ensaiou uma ereção, chegou a deixar a cueca melada, mas nada perto de uma "ereção 100%". Não sei se valeria a pena, visto que, certamente, iria ao encontro dela com Viagra no bolso...

Pretendo pedir ao meu Poder Superior que me dê forças para vencer a apatia e a procrastinação. Reflito se decorreria da abstinência em PMO: estou sem ânimo para malhar, estudar e até mesmo para acordar na hora proposta; mesmo para entrar no fórum há certa resistência de minha parte. Não digo depressão; há uma resistência em levantar da cama, como se para evitar que o dia começasse. Vocês passaram pelo mesmo?

Levo em consideração que tenho uma prova a fazer no mês que vem. Normalmente, ao me sentir pressionado, tendo a escapar para algum lado. Só por hoje, há 9 dias não busco alento no padrão PMO cheers . Por isso, acredito que possa estar procurando anestesia no sono. Além disso, noto também um descontrole na parte alimentar (inclusive relatada por um companheiro nosso, cujo nome agora me falha a memória). Apenas nesta semana foram 4 pizzas! Sei que devo ir atrás de fontes saudáveis de dopamina (exercícios, encontros sociais, etc), mas a comida e o sono são sempre mais fáceis (rsrs).

Em conclusão, quero saber a experiência e opinião de vocês sobre certos pontos que abordei: a) será que o lance da massoterapia poderia ajudar a restabelecer a resposta sensorial adequada? b) alguém passou por esse processo de preguiça extrema?

Agradeço mais uma vez aos companheiros do fórum. A solução que encontrei para manter relatos diários é escrever pela manhã, após fazer minhas orações. A noite fica difícil, pois me acabo me envolvendo nos assuntos do fórum e dormindo tarde, atrapalhando meu objetivo de acordar mais cedo. Vamos ver se funciona!

Também quero continuar a prática da meditação (confesso que fiz um dia só), na forma do sugerido pelo new.

Por hoje é só, pessoal! Rs.

Forte abraço!

“Quando você se vir dentro de um buraco, pare de cavar.” – Wil Rogers
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Mensagem  Fênix em Qui Out 16, 2014 3:14 pm

Olá amigo Tupã, primeiramente parabéns pelos dias livre de PMO, cada dia limpo é uma grande vitória e tem que ser valorizado! Nós parecemos pensar bem parecido na questão do "só por hoje" a tempos atrás eu também frequentei uma irmandade que usava os 12 passos, chamava-se Emocionais Anônimos, era no centro aqui de São Paulo, nem sei se ainda funciona, mas me ajudou muito pois na época sofria de síndrome do pânico, e aqueles valores eu trago inclusive na luta contra o vício da PMO, quanto as suas perguntas não conheço muito sobre massoterapia, mas acredito que tudo que lhe mantenha ocupado e que não lhe faça mal, vai sim te ajudar nos assuntos relacionados ao vício e os problemas que ele lhe trás, o lance da preguiça comigo acontece, mas na verdade eu sempre fui meio preguiçoso mesmo...kkk uma coisa que notei é que quando estamos sem praticar esse vício, o cérebro parece querer substituí-lo por outro, comigo aconteceu de começar a comer pra caramba... Mas agora já estou mais esperto com relação a isso e estou maneirando mais...Muitas das suas sensações parecem ter a ver com a chamada Flatline, eu até um mês atrás estava com esses sintomas também, é algo passageiro, agora é não ter pressa, não ficar tão obcecado para o tempo passar, isso evita um stress maior ainda, e quando vc se der conta, lá se foi um, mês dois... e sua vida  vai estar bem melhor longe dessa droga de vício! E isso, força aí campeão, um abraço e como era dito lá no Emocionais anônimos: 24 horas de paz e serenidade a vc!

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Mensagem  Tupã em Sex Out 17, 2014 1:25 pm

Olá, companheiros de jornada! Espero que estejam firmes no propósito.

Antes de iniciar o relato de hoje, agradeço ao Fênix pelas palavras de apoio e incentivo. Dizem que o Papa João Paulo II disse que os 12 passos eram a obra do século! Pena que, normalmente, só nos rendemos a eles após o sofrimento... Dito isso, ao diário.

Apostando num método diferente, decidi escrever pela manhã, ao fazer minhas orações matinais (vejam que, pelo horário, o termo "matinal" não é o tecnicamente correto rs).

Ontem foi um dia absolutamente morto. Passei o dia a ver os tais sites de prostituição e de massagem. É complicado. Parece que eu procuro uma maneira de me tirar do eixo, de distrair minha mente com algo absolutamente dispensável, a fim de fugir das minhas obrigações (estudar). Gastei uma energia imensa em decidir se deveria ou não ir na tal massoterapia. Acabei não indo, embora não tenha desistido totalmente da ideia. O "reme-reme" de ir/não ir é o que pareço, de modo masoquista, buscar.

Ontem também aconteceu uma coisa curiosa. Como não queria me masturbar, tentei me estimular pelo ânus. Fiquei acariciando e tentando achar a próstata, já que dizem ser o "ponto G" do homem. Acredito que esse comportamento é o resultado do corpo clamando por prazer e do bloqueio da razão quanto à masturbação. Seria uma forma de me masturbar (sentir prazer) sem me masturbar, entendem? Rsrs

É assustador como meu cérebro sempre elege o prazer como a solução da minha vida. Já relatei que tenho uma prova importante para a minha carreira no mês subsequente. Normalmente, começo a "dar defeito" nos dias que antecedem os momentos em que me sinto pressionado. Como, só por hoje, não uso substâncias alteradoras do ânimo para "dar uma pausa na realidade", o prazer (que, repito, insisto em colocar como a saída de meus problemas) é buscado através dos comportamentos libidinosos, nos quais o PMO aparece como o grande rei.

Contudo, tenho tentado, na medida do possível, manter-me afastado do PMO. O que me restou, então? Responde meu cérebro: "dizem que a próstata dá um prazer tremendo, a ponto de conseguirem gozar sem sequer encostar no pênis". Pronto. Encontrada a solução "mágica". Ontem tentei; é gostoso, mas não senti taaaanta coisa assim não - quem sabe por falta de experiência. Uma vez saí com uma garota de programa que fez "beijo grego" em mim; acho que foi mais gostoso com ela...

Além das pizzas ingeridas durante a semana, ontem decidi sair da dieta de novo, desta vez com lasanha de frango, com molho 4 queijos e aplicação de catupiry; tudo bem "light" (rs). Hoje retomo a dieta e na segunda (talvez amanhã) retorne às atividades físicas regulares, que me ajudarão a emagrecer e a ter uma qualidade de recuperação.

Bom, é isso. Para que permaneça com o propósito da escrita diária, preciso desenvolver descrições mais curtas e objetivas. Sendo assim, paro por aqui o relato de hoje (sobre ontem).

Não me canso de agradecer a todos os que estão, juntos, no propósito de se afastarem da pornografia e do padrão PMO!

Forte abraço!

"Não é necessário fazer muita força para fazer as coisas, mas é preciso uma enorme força para decidir o que fazer." - Elbert Hubbard.
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Mensagem  Tupã em Seg Out 20, 2014 2:43 pm

Olá, companheiros de jornada! Espero que estejam todos firmes na convicção de se manterem afastados da PMO, só por hoje!

Infelizmente, ainda não consegui implementar a rotina da escrita diária; ao menos procuro escrever regularmente.

Havia relatado dos meus pensamentos em procurar uma massoterapeuta, mais especificamente do sofrimento oriundo da indecisão sobre se deveria ou não ir a uma. Pois bem.

No sábado, decidi que iria. Já me esforço bastante para me manter na linha; uma massagem não era de todo ruim. Pensei que pudesse, através da massoterapia, contribuir para a substituição da fantasia pelo prazer sensorial. Simplesmente parei de pensar e fui. Na pior das hipóteses, não gostaria da experiência.

Optei pela "massagem tailandesa", na qual a massoterapeuta não usa apenas as mãos, mas sim seu corpo (cotovelos, joelhos, pés, etc) para realizá-la. Poderia escolher a "massagem tântrica", em que, no final, teria um estímulo peniano. Considerando meu objetivo de abstinência de PMO, pensei que, independentemente da mão a tocar, punheta é punheta.

Quando ela começou a massagem, meu pênis até esboçou alguma reação. Diria que ficou 20%. Depois, resposta zero. Parecia até que tinha encolhido! Fiquei negativamente surpreso, uma vez que, em dado momento, a menina ficou por cima (na posição de "69"), e mesmo assim o tupãzinho nem deu bola. Parecia que iria subir quando ela passou de leve a coxa no saco, mas depois ficou pra baixo mesmo.

Foi legalzinho. Pensei que gostaria mais, que ficaria mais excitado e tal. Como a coisa foi a meia luz, a menina estava de short e blusa preta, e eu fiquei de olhos fechados (exceto no momento em que ela ficou em cima de mim e eu saberia que ela não perceberia meu olhar) não percebi qualquer tesão de minha parte. Até pensei em usar a imaginação para fazer o tupãzinho subir. Contudo, desisti, uma vez que quanto mais me afasto das fantasias melhor. Interessante notar como meu corpo reagiu a estímulos unicamente sensoriais (temperatura, som de fundo, toque). Ou melhor, como meu corpo não regiu! Rs.

À vista do ocorrido, penso que estou na tão falada flatline. Estou com 13 dias e o fato de ter uma mulher real se esfregando em mim não foi suficiente para ensejar uma ereção. Por acaso alguém passou por isso?

Saindo de lá, cogitei passar em casa, tomar dois comprimidos de viagra e ir a uma garota de programa. Refletindo melhor, concluí que isso atrapalharia meu reboot, pois a ideia é ficar livre dos remédios e ter uma vida plena e sadia. Como antecipei que o tupãzinho não funcionaria, preferi ficar só com a experiência da massagem.

Divido com vocês meu plano: quero refazer a massagem tailandesa com a mesma menina (ou outra, não sei) aos 30, 60 e 90 dias, para ver a evolução de resposta do meu corpo. Se tiver uma ereção satisfatória, após os 90 quero sair com uma garota de programa (já até escolhi! rsrs); se não tiver, continuo indo à massoterapia de 30 em 30 dias até que a D.E. esteja resolvida.

Mais uma vez, obrigado pela visão de esperança que vocês me dão!

Forte abraço!

"Só por hoje: eu sou grato pela liberdade de viver como escolhi. Hoje, aceitarei a responsabilidade por minha recuperação, farei minhas próprias escolhas e aceitarei as consequências." - Meditações diárias para adictos em recuperação.
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 16 DIAS LIMPO DE PMO!

Mensagem  Tupã em Qui Out 23, 2014 2:11 pm

Olá, companheiros de jornada! Espero que estejam todos conseguindo se livrar, um dia de cada vez, do PMO.

Os últimos dias foram relativamente tranquilos. Ainda permaneço duvidoso quanto a estar ou não na flatline. Ainda sinto um impulso (bem mais leve do que antes) em olhar as mulheres nas ruas e tal. Porém, quando recebi a massagem tailandesa, também sentia esses impulsos e o tupãzinho esboçou poucas reações. Talvez seja apenas o desejo por fantasias...

Quanto às ferramentas para evitar o PMO, é importante mencionar minha última investida. Há pouco tempo atrás, me lembrei que não bloqueei meu antigo notebook. Na segunda, comecei a buscar sites de prostituição. A justificativa era a seguinte: preciso anotar os números de telefone de garotas de programa para que, quando quiser transar, não tenha de pedir a senha à minha avó (como já relatei, bloqueei o notebook novo e meu celular, e entreguei a senha à minha avó). Quando dei por mim, estava em sites de travestis que se prostituem (resquício do vício em PMO). Nesse momento, concluí que deveria bloquear o notebook antigo naquele mesmo dia. Claro, o vício tentou me convencer do contrário, mas, reconhecendo o processo de recaída, optei - muito a contragosto - instalar o bloqueador no note antigo também.

Ontem vi um filme chamado "Terapia do Sexo", uma comédia que retrata a vida de membros de D.A.S.A. (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos). A despeito do nome, tal irmandade, pelo que mostra o filme, serve para tratar masturbadores compulsivos, que - pelo que entendi do filme - são pessoas que estão o tempo todo com pensamento libidinoso, a culminar na masturbação. Não aconselho a todos do fórum verem o referido filme, uma vez que tem cenas sensuais e pode, ao invés de ajudar, atrapalhar a recuperação de vocês. Quem se sentir seguro, veja. Além de tudo, é bem engraçado!

Estou alternando minhas manhãs: um dia leio dado livro, no outro escrevo no fórum. Assim, mantenho a regularidade de relatos aqui no fórum.

Obrigado a todos e desculpem a objetividade excessiva ao escrever hoje. É que estou sem paciência! =)

Forte abraço!

"Não somos responsáveis pela nossa doença, apenas pela nossa recuperação. À medida que começamos a aplicar o que aprendemos, nossas vidas começam a mudar para melhor." - Meditação para adictos em recuperação.
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 26 DIAS SEM PMO (2 DIAS SEM PORN)

Mensagem  Tupã em Dom Nov 02, 2014 10:27 am

Companheiros de jornada, é sempre bom saber que tenho vocês, que entendem as forças que existem em mim. Espero que estejam firmes na caminhada.

Tentarei ser o mais breve possível.

A DUPLICIDADE DE CONTADORES.

Inicialmente, friso que a mente humana é extremamente criativa, especialmente quando motivada por um vício. Como podem observar dos relatos anteriores, instalei bloqueadores em todos os aparelhos eletrônicos que utilizo. Contudo, lembrei-me que havia um navegador que, por características próprias, era livre de qualquer constrição. Anteriormente, já consciente da existência desse navegador, incluí o endereço eletrônico oficial dele na lista de sites bloqueados. Eis que penso: "será que excluí o arquivo de instalação do tal aplicativo?" Infelizmente, não. Resultado: instalei-o e iniciei a "inocente" busca por sites de prostituição. Claro que, entre diversos perfis, havia aqueles em que a pessoa prostituída disponibilizada vídeos sensuais ou até mesmo pornográficos na internet, e, como era de se esperar, alguns deles estavam armazenados em conhecido site de vídeos pornô.

Por óbvio, acabei assistindo a mais alguns vídeos além daqueles relativos à prostituta. Embora não tenham sido mais que cinco, lembrei-me de orientações que eu mesmo dei a outro companheiro de jornada, ao indagar-nos se deveria resetar o contador por ter consumido pouco pornô e ter se masturbado apenas uma vez: seja honesto consigo próprio; reinicie o contador e se empenhe mais no seu reboot. Seria, no mínimo, uma contradição agir de modo contrário.

A despeito de eu ter (pela misericórdia de um Poder Superior) conseguido não me masturbar, mesmo diante daquele estímulo, optei por criar outro contador. Para tanto, considerei dois pontos, o de que o problema do vício é justamente a pornografia e não a masturbação e o orgasmo; e o que fora salientado pelo Magrão, que em um post sugeriu a outro companheiro que não "presenteasse" a queda no P (pornô) com o prazer do MO (masturbação e orgasmo). Assim sendo, preferi não zerar o contador PMO, uma vez que este é o padrão específico principal do vício em pornografia (estimulação visual fantasiosa com pornografia, seguida de masturbação concluída com orgasmo), e criar outro contador direcionado apenas ao padrão específico P (pornô).

Penso que manter o citado navegador é um caminho para uma futura recaída. Por outro lado, não quero ser impedido de adentrar em sites de prostituição, já que posso querer me encontrar com uma. Solução: incluirei os sites que visito nas exceções dos bloqueadores, e, uma vez apagado o tal navegador, colocarei o nome dele entre as palavras proibidas (de forma que não consiga baixá-lo por outros sites)

A DIFICULDADE EM ME APROXIMAR DE UMA RELAÇÃO REAL.

Igualmente a outros companheiros, sinto muito medo de me relacionar com alguém "normal". Já pude expor a minha crença de que o modo menos arriscado de realizar a reaproximação (me falhou o termo que se refere ao processo de se retornar a sair com pessoas; quem puder, me corrija) é a prostituição. Fico sempre na dúvida em saber se busco sites de prostituição como um caminho indireto para ativar o padrão PMO ou se realmente estou considerando a possibilidade de sair com uma garota de programa em breve, por isso resisto em me afastar plenamente desses sites.

Uma coisa me parece certa: o medo de falhar (considerando que estou há 26 dias sem PMO e há 2 sem P) é grande o suficiente para que, decidindo pagar alguém para se deitar comigo, eu ingira remédios contra a D.E. Sei que nosso problema tem outra raiz, porém é inegável que ajudaria numa possível investida; não resolveria, mas colaboraria para uma ereção mais satisfatória. Então me pergunto: não seria melhor esperar os 90 dias e tentar transar sem qualquer medicação, especialmente tendo em conta que é sugerido aos que sofrem de D.E. induzida pela pornografia que não pratiquem PMO? Se sair com uma mulher agora, o farei com remédio e, certamente, gozarei - o que prejudicaria a proposta de 90 dias de abstinência de PMO, ou seja, inclusive de orgasmo -, ao passo que se esperar esse período, talvez eu me sinta mais confiante de transar sem o suporte de qualquer substância.

No tocante à vida real, tem uma menina que insiste muito em transar comigo. Ocorre que ela é do meu círculo social, de forma que fico totalmente receoso de falhar e ser desmoralizado perante as outras pessoas com quem convivo quase diariamente. É torturante fingir atração, trocar mensagens quentes pelo whatsup e negar fogo quando a coisa se aproxima de se concretizar. Fico no famoso "não fode nem sai de cima"...

DA TROCA DA MEDICAÇÃO DO TDAH.

Eu sofro de TDAH, pelo que tomo medicações para reduzir os efeitos negativos do distúrbio. Observei que o remédio não estava gerando os resultados esperados, não podendo aumentar-lhe a dose porque, na dose maior, sentia uma arritmia cardíaca. À vista disso, solicitei à minha neurologista que tentássemos o uso de outra droga. Desde terça-feira estou tomando o novo remédio. E o que isso tem a ver conosco? Senti a redução substancial do desejo enlouquecedor de busca por pornô!

As medicações para tratamento do TDAH, em sua maioria, são inibidoras de recaptação da dopamina e noradrenalida. Embora tanto o remédio anterior quanto o atual atuem no mesmo campo cerebral, observei uma maior "tranquilidade sexual". Não sei se estou entrando na flatline (nunca sei ao certo se estou nela ou não, uma vez que sinto atração visual mas, ao estar como uma mulher se esfregando em mim - vide relatos anteriores, onde narrei a experiência com massagem tailandesa -, o tupãzinho não esboçou reações) ou se é coincidência a redução do desespero por material libidinoso com a mudança de medicação.

Neste aspecto, o que acham? Será que o remédio do TDAH pode influenciar no reboot?


É isso! Procurarei estar sempre em contato com vocês! Novamente, expresso minha gratidão!

Forte abraço!

"Todas as coisas devem ser feitas da forma mais simples possível, porém não mais simples que o possível." - Albert Einstein.
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty Re: Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez.

Mensagem  Gabriel em Dom Nov 02, 2014 12:35 pm

-


Última edição por Gabriel em Dom Maio 24, 2015 4:07 pm, editado 1 vez(es)
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty Re: Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez.

Mensagem  mojo99 em Dom Nov 02, 2014 8:30 pm

Tupã escreveu:
Companheiros de jornada, é sempre bom saber que tenho vocês, que entendem as forças que existem em mim. Espero que estejam firmes na caminhada.

Tentarei ser o mais breve possível.

A DUPLICIDADE DE CONTADORES.

Inicialmente, friso que a mente humana é extremamente criativa, especialmente quando motivada por um vício. Como podem observar dos relatos anteriores, instalei bloqueadores em todos os aparelhos eletrônicos que utilizo. Contudo, lembrei-me que havia um navegador que, por características próprias, era livre de qualquer constrição. Anteriormente, já consciente da existência desse navegador, incluí o endereço eletrônico oficial dele na lista de sites bloqueados. Eis que penso: "será que excluí o arquivo de instalação do tal aplicativo?" Infelizmente, não. Resultado: instalei-o e iniciei a "inocente" busca por sites de prostituição. Claro que, entre diversos perfis, havia aqueles em que a pessoa prostituída disponibilizada vídeos sensuais ou até mesmo pornográficos na internet, e, como era de se esperar, alguns deles estavam armazenados em conhecido site de vídeos pornô.

Por óbvio, acabei assistindo a mais alguns vídeos além daqueles relativos à prostituta. Embora não tenham sido mais que cinco, lembrei-me de orientações que eu mesmo dei a outro companheiro de jornada, ao indagar-nos se deveria resetar o contador por ter consumido pouco pornô e ter se masturbado apenas uma vez: seja honesto consigo próprio; reinicie o contador e se empenhe mais no seu reboot. Seria, no mínimo, uma contradição agir de modo contrário.

A despeito de eu ter (pela misericórdia de um Poder Superior) conseguido não me masturbar, mesmo diante daquele estímulo, optei por criar outro contador. Para tanto, considerei dois pontos, o de que o problema do vício é justamente a pornografia e não a masturbação e o orgasmo; e o que fora salientado pelo Magrão, que em um post sugeriu a outro companheiro que não "presenteasse" a queda no P (pornô) com o prazer do MO (masturbação e orgasmo). Assim sendo, preferi não zerar o contador PMO, uma vez que este é o padrão específico principal do vício em pornografia (estimulação visual fantasiosa com pornografia, seguida de masturbação concluída com orgasmo), e criar outro contador direcionado apenas ao padrão específico P (pornô).

Penso que manter o citado navegador é um caminho para uma futura recaída. Por outro lado, não quero ser impedido de adentrar em sites de prostituição, já que posso querer me encontrar com uma. Solução: incluirei os sites que visito nas exceções dos bloqueadores, e, uma vez apagado o tal navegador, colocarei o nome dele entre as palavras proibidas (de forma que não consiga baixá-lo por outros sites)

A DIFICULDADE EM ME APROXIMAR DE UMA RELAÇÃO REAL.

Igualmente a outros companheiros, sinto muito medo de me relacionar com alguém "normal". Já pude expor a minha crença de que o modo menos arriscado de realizar a reaproximação (me falhou o termo que se refere ao processo de se retornar a sair com pessoas; quem puder, me corrija) é a prostituição. Fico sempre na dúvida em saber se busco sites de prostituição como um caminho indireto para ativar o padrão PMO ou se realmente estou considerando a possibilidade de sair com uma garota de programa em breve, por isso resisto em me afastar plenamente desses sites.

Uma coisa me parece certa: o medo de falhar (considerando que estou há 26 dias sem PMO e há 2 sem P) é grande o suficiente para que, decidindo pagar alguém para se deitar comigo, eu ingira remédios contra a D.E. Sei que nosso problema tem outra raiz, porém é inegável que ajudaria numa possível investida; não resolveria, mas colaboraria para uma ereção mais satisfatória. Então me pergunto: não seria melhor esperar os 90 dias e tentar transar sem qualquer medicação, especialmente tendo em conta que é sugerido aos que sofrem de D.E. induzida pela pornografia que não pratiquem PMO? Se sair com uma mulher agora, o farei com remédio e, certamente, gozarei - o que prejudicaria a proposta de 90 dias de abstinência de PMO, ou seja, inclusive de orgasmo -, ao passo que se esperar esse período, talvez eu me sinta mais confiante de transar sem o suporte de qualquer substância.

No tocante à vida real, tem uma menina que insiste muito em transar comigo. Ocorre que ela é do meu círculo social, de forma que fico totalmente receoso de falhar e ser desmoralizado perante as outras pessoas com quem convivo quase diariamente. É torturante fingir atração, trocar mensagens quentes pelo whatsup e negar fogo quando a coisa se aproxima de se concretizar. Fico no famoso "não fode nem sai de cima"...

DA TROCA DA MEDICAÇÃO DO TDAH.

Eu sofro de TDAH, pelo que tomo medicações para reduzir os efeitos negativos do distúrbio. Observei que o remédio não estava gerando os resultados esperados, não podendo aumentar-lhe a dose porque, na dose maior, sentia uma arritmia cardíaca. À vista disso, solicitei à minha neurologista que tentássemos o uso de outra droga. Desde terça-feira estou tomando o novo remédio. E o que isso tem a ver conosco? Senti a redução substancial do desejo enlouquecedor de busca por pornô!

As medicações para tratamento do TDAH, em sua maioria, são inibidoras de recaptação da dopamina e noradrenalida. Embora tanto o remédio anterior quanto o atual atuem no mesmo campo cerebral, observei uma maior "tranquilidade sexual". Não sei se estou entrando na flatline (nunca sei ao certo se estou nela ou não, uma vez que sinto atração visual mas, ao estar como uma mulher se esfregando em mim - vide relatos anteriores, onde narrei a experiência com massagem tailandesa -, o tupãzinho não esboçou reações) ou se é coincidência a redução do desespero por material libidinoso com a mudança de medicação.

Neste aspecto, o que acham? Será que o remédio do TDAH pode influenciar no reboot?


É isso! Procurarei estar sempre em contato com vocês! Novamente, expresso minha gratidão!

Forte abraço!

"Todas as coisas devem ser feitas da forma mais simples possível, porém não mais simples que o possível." - Albert Einstein.

Cara, eu não tenho restrições morais contra prostitutas ou a prostituição em si, mas tenho minhas dúvidas se é um método de socialização adequado. Mesmo que em princípio seja só um restart, um pontapé inicial.

Pelo seu relato me parece que você está em flatline e com DE; então porque tentar forçar uma situação gastando dinheiro com prostitutas? E remédios? Se eu fosse você esperaria me restabelecer da DE e só então tentaria algo nesse sentido. Se acontecer com uma garota naturalmente durante esse tempo, beleza, você tenta; mas se não, não aconselharia pagar uma prostituta. Nós viciados temos muito isso de fugir dos problemas com a pornografia e o prazer. Não sei se é o seu caso, mas em que nível é diferente ir à prostituição quando se está deprimido ou entediado ao invés de se masturbar? Você tem de mostrar a si mesmo que é mais forte que o prazer. E ainda há o agravante de que a prostituição pode te levar facilmente à pornografia (como você mesmo falou de ficar olhando os vídeos das garotas de programa na net).

Tente algo com essa mina que você se referiu. E não tenha medo de falhar, cara. Viciados ou não, todo mundo falha uma hora ou outra. E, desde que você não volte à pornografia, até mesmo uma "falha" na hora H pode ser positiva. E se o tupãnzinho não subir, há outras maneiras. Sexo não é só penetração. Essa é mais uma daquelas mentiras que a pornografia nos fez acreditar. Desencana disso.

No mais, tente focar nas atividades físicas e no desenvolvimento da espiritualidade. Foque em sua prova. Esqueça isso de buscar o prazer que ele virá correndo atrás de você.

Um abraço!
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty Re: Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez.

Mensagem  mojo99 em Dom Nov 02, 2014 8:33 pm

mojo99 escreveu:
Tupã escreveu:
Companheiros de jornada, é sempre bom saber que tenho vocês, que entendem as forças que existem em mim. Espero que estejam firmes na caminhada.

Tentarei ser o mais breve possível.

A DUPLICIDADE DE CONTADORES.

Inicialmente, friso que a mente humana é extremamente criativa, especialmente quando motivada por um vício. Como podem observar dos relatos anteriores, instalei bloqueadores em todos os aparelhos eletrônicos que utilizo. Contudo, lembrei-me que havia um navegador que, por características próprias, era livre de qualquer constrição. Anteriormente, já consciente da existência desse navegador, incluí o endereço eletrônico oficial dele na lista de sites bloqueados. Eis que penso: "será que excluí o arquivo de instalação do tal aplicativo?" Infelizmente, não. Resultado: instalei-o e iniciei a "inocente" busca por sites de prostituição. Claro que, entre diversos perfis, havia aqueles em que a pessoa prostituída disponibilizada vídeos sensuais ou até mesmo pornográficos na internet, e, como era de se esperar, alguns deles estavam armazenados em conhecido site de vídeos pornô.

Por óbvio, acabei assistindo a mais alguns vídeos além daqueles relativos à prostituta. Embora não tenham sido mais que cinco, lembrei-me de orientações que eu mesmo dei a outro companheiro de jornada, ao indagar-nos se deveria resetar o contador por ter consumido pouco pornô e ter se masturbado apenas uma vez: seja honesto consigo próprio; reinicie o contador e se empenhe mais no seu reboot. Seria, no mínimo, uma contradição agir de modo contrário.

A despeito de eu ter (pela misericórdia de um Poder Superior) conseguido não me masturbar, mesmo diante daquele estímulo, optei por criar outro contador. Para tanto, considerei dois pontos, o de que o problema do vício é justamente a pornografia e não a masturbação e o orgasmo; e o que fora salientado pelo Magrão, que em um post sugeriu a outro companheiro que não "presenteasse" a queda no P (pornô) com o prazer do MO (masturbação e orgasmo). Assim sendo, preferi não zerar o contador PMO, uma vez que este é o padrão específico principal do vício em pornografia (estimulação visual fantasiosa com pornografia, seguida de masturbação concluída com orgasmo), e criar outro contador direcionado apenas ao padrão específico P (pornô).

Penso que manter o citado navegador é um caminho para uma futura recaída. Por outro lado, não quero ser impedido de adentrar em sites de prostituição, já que posso querer me encontrar com uma. Solução: incluirei os sites que visito nas exceções dos bloqueadores, e, uma vez apagado o tal navegador, colocarei o nome dele entre as palavras proibidas (de forma que não consiga baixá-lo por outros sites)

A DIFICULDADE EM ME APROXIMAR DE UMA RELAÇÃO REAL.

Igualmente a outros companheiros, sinto muito medo de me relacionar com alguém "normal". Já pude expor a minha crença de que o modo menos arriscado de realizar a reaproximação (me falhou o termo que se refere ao processo de se retornar a sair com pessoas; quem puder, me corrija) é a prostituição. Fico sempre na dúvida em saber se busco sites de prostituição como um caminho indireto para ativar o padrão PMO ou se realmente estou considerando a possibilidade de sair com uma garota de programa em breve, por isso resisto em me afastar plenamente desses sites.

Uma coisa me parece certa: o medo de falhar (considerando que estou há 26 dias sem PMO e há 2 sem P) é grande o suficiente para que, decidindo pagar alguém para se deitar comigo, eu ingira remédios contra a D.E. Sei que nosso problema tem outra raiz, porém é inegável que ajudaria numa possível investida; não resolveria, mas colaboraria para uma ereção mais satisfatória. Então me pergunto: não seria melhor esperar os 90 dias e tentar transar sem qualquer medicação, especialmente tendo em conta que é sugerido aos que sofrem de D.E. induzida pela pornografia que não pratiquem PMO? Se sair com uma mulher agora, o farei com remédio e, certamente, gozarei - o que prejudicaria a proposta de 90 dias de abstinência de PMO, ou seja, inclusive de orgasmo -, ao passo que se esperar esse período, talvez eu me sinta mais confiante de transar sem o suporte de qualquer substância.

No tocante à vida real, tem uma menina que insiste muito em transar comigo. Ocorre que ela é do meu círculo social, de forma que fico totalmente receoso de falhar e ser desmoralizado perante as outras pessoas com quem convivo quase diariamente. É torturante fingir atração, trocar mensagens quentes pelo whatsup e negar fogo quando a coisa se aproxima de se concretizar. Fico no famoso "não fode nem sai de cima"...

DA TROCA DA MEDICAÇÃO DO TDAH.

Eu sofro de TDAH, pelo que tomo medicações para reduzir os efeitos negativos do distúrbio. Observei que o remédio não estava gerando os resultados esperados, não podendo aumentar-lhe a dose porque, na dose maior, sentia uma arritmia cardíaca. À vista disso, solicitei à minha neurologista que tentássemos o uso de outra droga. Desde terça-feira estou tomando o novo remédio. E o que isso tem a ver conosco? Senti a redução substancial do desejo enlouquecedor de busca por pornô!

As medicações para tratamento do TDAH, em sua maioria, são inibidoras de recaptação da dopamina e noradrenalida. Embora tanto o remédio anterior quanto o atual atuem no mesmo campo cerebral, observei uma maior "tranquilidade sexual". Não sei se estou entrando na flatline (nunca sei ao certo se estou nela ou não, uma vez que sinto atração visual mas, ao estar como uma mulher se esfregando em mim - vide relatos anteriores, onde narrei a experiência com massagem tailandesa -, o tupãzinho não esboçou reações) ou se é coincidência a redução do desespero por material libidinoso com a mudança de medicação.

Neste aspecto, o que acham? Será que o remédio do TDAH pode influenciar no reboot?


É isso! Procurarei estar sempre em contato com vocês! Novamente, expresso minha gratidão!

Forte abraço!

"Todas as coisas devem ser feitas da forma mais simples possível, porém não mais simples que o possível." - Albert Einstein.

Cara, eu não tenho restrições morais contra prostitutas ou a prostituição em si, mas tenho minhas dúvidas se é um método de socialização adequado. Mesmo que em princípio seja só um restart, um pontapé inicial.

Pelo seu relato me parece que você está em flatline e com DE; então porque tentar forçar uma situação gastando dinheiro com prostitutas? E remédios? Se eu fosse você esperaria me restabelecer da DE e só então tentaria algo nesse sentido. Se acontecer com uma garota naturalmente durante esse tempo, beleza, você tenta; mas se não, não aconselharia pagar uma prostituta. Nós viciados temos muito isso de fugir dos problemas com a pornografia e o prazer. Não sei se é o seu caso, mas em que nível é diferente ir à prostituição quando se está deprimido ou entediado ao invés de se masturbar? Você tem de mostrar a si mesmo que é mais forte que o prazer. E ainda há o agravante de que a prostituição pode te levar facilmente à pornografia (como você mesmo falou de ficar olhando os vídeos das garotas de programa na net).

Tente algo com essa mina que você se referiu. E não tenha medo de falhar, cara. Viciados ou não, todo mundo falha uma hora ou outra. E, desde que você não volte à pornografia, até mesmo uma "falha" na hora H pode ser positiva. E se o tupãnzinho não subir, há outras maneiras. Sexo não é só penetração. Essa é mais uma daquelas mentiras que a pornografia nos fez acreditar. Desencana disso.

No mais, tente focar nas atividades físicas e no desenvolvimento da espiritualidade. Foque em sua prova. Esqueça isso de buscar o prazer que ele virá correndo atrás de você.

Um abraço!

Desculpa a parte da prova, acho que li em um relato anterior à este Very Happy
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 1 DIA SEM MASTURBAÇÃO E ORGASMO / 1 DIA SEM PORNOGRAFIA

Mensagem  Tupã em Sex Nov 14, 2014 9:31 am

Olá, companheiros de jornada. Como se constata da minha assinatura, recaí.

Escrevi em outro post que percebia que meu vício em pornografia estava intimamente atrelado à masturbação. Como vez ou outra buscava estímulos libidinosos, disse a mim mesmo que poderia até ter contato com tais estímulos, desde que não me premiasse com a masturbação. Infelizmente, mais uma vez, minha tática falhou.

Só por hoje, imagino ser quase impossível me permitir ter contato reiterado com fotos e vídeos eróticos/sensuais/pornográficos e me manter abstinente da masturbação. Portanto, decido retornar ao norte inicial: evitar, o melhor que posso e um dia de cada vez, qualquer coisa que me remeta à pornografia e à fantasia.

Quanto aos bloqueadores, é incrível, mas descubro sempre uma maneira de burlá-los. Atualmente, mantenho o bloqueador do notebook, apenas para que o caminho até a pornografia seja mais longo, de forma a me dar mais tempo para pensar antes de consumir a maldita. Nada obstante, sei que se decidir realmente ver, eu conseguirei. O bloqueador do celular eu tirei, porque depois da atualização o programa passou a dar problemas. Nesse contexto, tentarei ter um objetivo específico em todas as vezes em que ligar o notebook, sem ficar zanzando sem rumo pela rede, e evitarei, ao me deitar, de deixar o celular por perto, bem como de levar comigo o celular quando for ao banheiro (situações cuja privacidade facilitam o PMO).

Além disso, observo que aplicativos para conhecer pessoas novas (Badoo,Wechat, etc) me atrapalham. O ato de ficar procurando compulsivamente novas mulheres e, preciso confessar, fotos sensuais em seus perfis despertam o lobo do vício. Como, há tempos, cancelei meu Facebook, pensei estar livre desse risco. Erro meu. Os aplicativos no celular provocam o mesmo efeito: buscar variedades de mulheres e, inevitavelmente, fotos sensuais (biquínis,roupas justas, etc). Assim, desinstalei todos os aplicativos, exceto Whatsup (já que não dá pra encontrar pessoas que não sejam meus próprios contatos).

Outro ponto que merece destaque é a tendência que tenho de depositar minha fé no prazer. Ao me sentir pressionado, é normal que vá atrás de prazeres imediatos na tentativa de afastar o desconforto. Em minha última recaída, num único dia, pratiquei todos os prazeres imediatos (exceto o uso de substâncias) a que tenho acesso: masturbação compulsiva, alimentos calóricos (gordura e açúcar) e compras. Ao final desse dia, o vazio continuou.

É incrível, mas, contra todas as minhas expectativas, o dia em que me mantenho abstêmio do PMO, sigo a dieta, estudo, faço exercícios, vou à minha reunião e tenho contato consciente com o Deus de minha compreensão me sinto preenchido. Não é prazer, é bem-estar. Vejo que a solução da minha vida é mais no sentido da paz interior e bem-estar do que prazer físico, direto e imediato...

Seguindo a sugestão do new, estou meditando 20 minutos pela manhã e 20 minutos à noite.

mojo88, obrigado pelas palavras. Eu concordo com você, a respeito de evitar a prostituição. Primeiro, porque me remete a um hábito da adicção ativa (em substâncias), o que devo evitar; segundo, pois sei que é uma maneira que encontrei de fugir da vida real. Desenvolver o flerte, admitir eventuais rejeições das meninas, suportar a ansiedade que sinto ao me aproximar com segundas intenções de uma mulher - tudo, na prostituição, é superado pelo pagamento do programa. Com dinheiro, evito todo o desconforto que sinto ao me expor a tais situações, contudo, evito também a realidade... No meu caso, ir à prostituição é deixar o medo vencer.

Dia 13/10/14 retomei o projeto de, um dia de cada vez, me afastar das fantasias e me aproximar da vida real. Logo, sendo hoje dia 14, estou há um dia sem PMO. Vamos novamente. INSISTA, PERSISTA E NÃO DESISTA!

Um abraço fraternal a todos!
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty Re: Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez.

Mensagem  Lucasrof em Sex Nov 14, 2014 9:42 am

Tupã,

É impossível mesmo ter contato e se manter abstinente.

1, 2 vezes... mas quanto mais espaço der, mais difícil fica segurar.

Esteja sempre alerta, ainda que esteja 518644684636543 dias sem PMO. rs

Com o mal não se brinca, se vence.

Abraço, fica com Deus.


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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty Re: Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez.

Mensagem  joelhuay em Sex Nov 14, 2014 1:26 pm

kkkkkk vc tá louco entrar no site PMO no periodo de abstinência pelo menos pra mim é o mesmo que colocar um pedaço de carne na frente de um leão.

Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Img?u=5149682800001024
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Um pouquinho todo dia, um dia de cada vez. Empty 16 DIA SEM PMO /16 DIA SEM PORNÔ / ALGUMAS HORAS SEM PROCURAR MATERIAL ERÓTICO

Mensagem  Tupã em Sab Nov 29, 2014 10:54 am

Olá, companheiros de jornada. Espero que estejam todos bem e firmes no propósito!

Estive mais afastado do fórum do que o usual, embora vez ou outra tenha entrado para aprender com a experiência de vocês. Havia estabelecido que iria escrever diariamente. Como visto, não foi o que fiz. De toda sorte, tentarei regularidade, o melhor que posso.

Até uns 5 dias atrás, vinha tranquilo. Contudo, percebo que o vício começa a despontar lá na linha do horizonte, manifestando-se no olhar exagerado às mulheres na rua (especificamente para as partes íntimas). Nada como antes. Tudo começa com o primeiro passo, seja para o bem, seja para o mal. Portanto, preciso ficar atento aos meus comportamentos.

Acredito que o vício comece a me mostrar que não morreu porque não tenho feito exercícios. Companheiros, colocarei em negrito: É ABSURDAMENTE MAIS FÁCIL A ABSTINÊNCIA COM EXERCÍCIOS REGULARES - ESPECIALMENTE AERÓBICOS - DO QUE SEM ELES! O desejo ainda existe, porém não se apresenta como "impossível de superar", como uma obsessão incontrolável. A preguiça e a dificuldade em auto gestão tem me atrapalhado nessa área. Pretendo mudar na "mágica segunda-feira" - aquela, em que começaremos a dieta, estudaremos como loucos, acordaremos cedo, quando tudo se resolverá (rs... brincadeira, quero mudar isso na segunda SIM!).

Ontem à noite, fui a um restaurante comemorar o aniversário de uma amiga. Já comentei que tem uma menina que vive insistindo pra transar comigo, e que o receio de broxar - real, tendo em vista o curto prazo de 16 dias de reboot - me impede, só por hoje, de ir adiante com essa história. Estando essa menina lá, houve alguns flertes, um cheiro na nuca, um abraço mais apertado. Foi legal, embora ainda não sinta aqueeeeela atração. Percebi que me aproximo, pouco a pouco, do ideal do reboot.

Entretanto, nada é só flores. Ao chegar em casa, cedi ao impulso de olhar alguns sites de prostituição de travestis. Lembrei imediatamente do relato de dois companheiros, do Magrão e de um outro cujo nome me falha a memória. O Magrão, após transar aos 115 dias, foi lentamente se avizinhando da pornografia até recair. O segundo companheiro (normalmente, lembro das histórias mas esqueço o nome) sofreu um "assédio sexual" no elevador da empresa onde trabalha e, ao chegar em casa estimulado pela investida da colega de trabalho, acabou recaindo também. Espero que não se trate de um processo irrefreável; espero que, uma vez relatado o ocorrido a vocês, eu consiga continuar evitando entrar em sites de prostituição, os quais, como já explanara em outro post, me empurram ladeira abaixo (já que acabo não saindo com ninguém e ficando tão louco de tesão que recaio).

Outro ponto que quero destacar é que tenho meditado, conforme orientação do new. Comecei com 5 minutos de minutos de manhã e 5 minutos à noite. Fui aumentando o tempo gradativamente, de cinco em cinco minutos, e hoje comecei o dia com 30 minutos de meditação. Não sei explicar muito bem o resultado; parece que consigo viver mais o dia de hoje, o momento presente. Ao vir a ansiedade, consigo "me trazer" para o agora. Ainda estou absorvendo e percebendo os benefícios da meditação, sendo certo que algo realmente está mudando.

Aliás, falando em agora, há um livro que quero indicar a vocês: "O Poder do Agora". Realmente acredito que vá ajudar, uma vez que nosso vício em pornografia é um vício em fantasias, ou seja, em experimentar situações irreais, inexistentes. Incrementar a capacidade de viver o presente parece afastar-nos dos devaneios fantasiosos do vício em PMO.

É isso!

Um abraço fraternal a todos!

Só por hoje

Só por hoje, quero viver este dia sem querer resolver o problema da minha vida todo de uma só vez.

Só por hoje, serei feliz, na certeza de que eu fui criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.

Só por hoje, farei uma boa ação e não direi a ninguém.

Só por hoje, farei um programa: talvez eu não o cumpra com exatidão, mas eu o farei, e evitarei a pressa e a indecisão.

Só por hoje, acreditarei firmemente, não obstante as aparências, que a bondosa providência de Deus se ocupa de mim, como de nenhum outro no mundo.

Só por hoje, não terei medo. De modo particular, não terei medo de gozar de tudo aquilo que é belo e de crer na bondade.

Papa João XXIII


P.S.: Não sou católico, sequer cristão, no entanto teísta. Só acredito na força do "só por hoje"! Quis dividir com vocês!
Tupã
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